Esperança 2020


Somos diariamente alimentados com falsas esperanças, enquanto sorrateiramente nos levam para o precipício final. E cegos, surdos e mudos, comemos o esterco que alimenta a "alma".

 - Esperança (!) de que "vamos todos ficar bem";

 - Esperança que usando a máscara o "demónio" seja dominado;

 - Esperança numa vacina que nasça e seja a salvação e liberdade dos prisioneiros;

 - Esperança num futuro (amanhã) que vibrará num imortal arco-íris;

 - etc, etc, etc.... nerver ending story....

Enquanto o alimento faz crescer a alma, somos açaimados como cães perigosos; vacinam-nos com material tóxico, geneticamente modificado e destrutivo do sistema imunológico, com chip de bónus; retiram-nos os nossos filhos aniquilando-lhes o espírito; expropriam as nossas terras impedindo-nos de regressar às origens; e dão-nos o dízimo para conseguirmos viver com pão e água.

No final, seremos presenteados com o Uno e a paz podre do amor e compaixão.

Quem não vê neste cenário uma Nova Ordem Mundial cultuada e infame?

A verdade nos libertará!


Joana Zilhão

Resistência? Ou talvez não...

 



Quando os escravos colocam açaime de livre e espontânea vontade e o sentem como uma agradável extensão do próprio corpo, já não há resistência - ao inimigo!

A grande parte da sociedade está "doente" e prefere a leveza de uma mentira enfeitada do que o peso da Verdade nua e crua.

-Pois continuarão livres dentro da própria prisão!










Joana Zilhão

18 Setembro 2020




Hiperbóreos*

 "- Olhemos-nos face a face. Somos hiperbóreos*– sabemos muito bem quão remota é nossa morada. “Nem por terra nem por mar encontrarás o caminho aos hiperbóreos”: Mesmo Píndaro, em seus dias, sabia tanto sobre nós. Além do Norte, além do gelo, além da morte – nossa vida, nossa felicidade... Nós descobrimos essa felicidade; nós conhecemos o caminho; retiramos essa sabedoria dos milhares de anos no labirinto. Quem mais a descobriu? – O homem moderno? – “Eu não conheço nem a saída nem a entrada; sou tudo aquilo que não sabe nem sair nem entrar” – assim suspira o homem moderno... Esse é o tipo de modernidade que nos adoeceu – a paz indolente, o compromisso covarde, toda a virtuosa sujidade do moderno Sim e Não. Essa tolerância e largeur de coração que tudo “perdoa” porque tudo compreende” é um siroco para nós. Antes viver no meio do gelo que entre virtudes modernas e outros ventos do sul!... Fomos bastante corajosos; não poupamos a nós mesmos nem os outros; mas levamos um longo tempo para descobrir aonde direccionar nossa coragem. Tornamos-nos tristes; nos chamaram de fatalistas. Nosso destino – ele era a plenitude, a tensão, o acumular de forças. Tínhamos sede de relâmpagos e grandes feitos; mantivemos-nos o mais longe possível da felicidade dos fracos, da “resignação”... Nosso ar era tempestuoso; nossa própria natureza tornou-se sombria – pois ainda não havíamos encontrado o caminho. A fórmula de nossa felicidade: um Sim, um Não, uma linha recta, uma meta..."


                                                                                                  Friedrich Nietzche in "O Anticristo"




*Grandes Espíritos Guerreiros

Ilusão

 Assim que percebermos o grande engano a que todos estamos sujeitos - ilusão - conquistaremos a liberdade do espírito e a possibilidade de sermos nós mesmos, a nossa criação, as nossas matrizes, a nossa própria vida!

Até lá continuaremos a ser açaimados com máscaras "faz de conta que protege", e a viver no mundo do medo.















Joana Zilhão
18 Setembro 2020